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Dez anos depois, Victoria Azarenka ressurge como super-mãe

Bielorrussa afastou a amiga Jessica Pegula para chegar às meias-finais no Open da Austrália. Agora, vai defrontar Elena Rybakina.

A última vez que Victoria Azarenka chegou às meias-finais do Open da Austrália foi há dez anos, quando ganhou o primeiro de dois títulos consecutivos - e únicos no Grand Slam. A qualidade, garra e enorme vontade de vencer continuam bem patentes nas actuações de Vika, como se pôde constatar diante de Jessica Pegula, a quem só cedeu cinco jogos. Diferente é o estatuto da bielorrussa: se antes era uma super-tenista, agora é também uma super-mãe.

A relação de Azarenka com o Open da Austrália começou em 2005, quando conquistou o título júnior, treinada pelo português António Van Grichen. Foi mãe em 20 de Dezembro de 2016 e o filho Leo, embora veja os jogos da mãe, só quer é que ela regresse depressa a casa. Essa é uma das razões por que Vika, quando questionada sobre qual o superpoder que mais gostava de ter, respondeu o do teletransporte. Em 2018, Azarenka não pôde viajar para a Austrália devido a questões legais relacionadas com a custódia do filho, “batalha” que viria a ganhar.

Reencontrou os bons resultados em 2020, quando foi finalista no US Open depois de derrotar Serena Williams em três sets, na meia-final. Este ano, Azarenka (24.ª no ranking) foi obrigada a jogar o melhor ténis logo de entrada, para derrotar a única outra antiga campeã do Open australiano, Sofia Kenin. Cedeu um set a Madison Keys e outro a Zhu Lin, num emocionante duelo que terminou depois das 2h00 de Melbourne. E vingou-se da amiga Pegula (3.ª), que a tinha derrotado em 2021, para averbar a primeira vitória num major sobre uma top 5 desde 2012.

Back in the semis in Melbourne after 10 years ??@vika7 | #AusOpenpic.twitter.com/t4qOnpXXst

— wta (@WTA) January 24, 2023

“No ano passado não estava bem mentalmente, jogava com muito medo. É difícil ser-se corajosa quando se sente ansiedade, por isso, trabalhei muito na minha forma de abordar os encontros, desafiando-me, passando a ter uma mente aberta e a tentar coisas novas”, explicou Azarenka, autora de 17 winners e com 14 pontos ganhos em 20 decididos na rede.

A tenista nascida há 33 anos em Minsk não competiu em Wimbledon porque a Grã-Bretanha recusou a entrada a cidadãos da Rússia e Bielorrússia, mas desde o início de Março que se mostrou contra a invasão: “O meu coração está com todos os que, directa ou indirectamente, foram afetados por esta guerra”.

Na meia-final, Azarenka defronta a cazaque Elena Rybakina, que tem sido igualmente eficaz nos courts de Melbourne Park. A campeã de Wimbledon assinou 24 winners, incluindo 11 ases, e anulou sete de oito break points para bater a campeã de Roland Garros de 2017, Jelena Ostapenko.

O maior desafio de Azarenka é tentar imitar Kim Clijsters, que conseguiu conquistar títulos do Grand Slam depois de ser mãe. Mas ter filhos e continuar a carreira de tenista profissional não é uma decisão fácil.

Tatjana Maria, semifinalista no último Wimbledon, faz questão de todas as manhãs, mesmo nos dias em que tem de competir, ir para o court trocar umas bolas com a filha mais velha, Charlotte Maria, nascida em 2013. “Como fui uma das primeiras, ninguém me deu conselhos. Agora, claro, muitas jogadoras me pedem conselhos”, revelou a alemã de 35 anos. “Ficou claro desde que estava grávida que ou íamos fazer tudo juntos ou não íamos”, frisou Maria, que viaja com o marido e as duas filhas, Charlotte, 10 anos, e Cecilia, dois anos.

Em 2018, o WTA Tour instaurou uma nova regra que permite às mães recentes manterem durante três anos o ranking que tinham antes de deixarem a competição. Beneficiadas vão ser as antigas líderes do ranking mundial, Naomi Osaka e Angelique Kerber, que estão grávidas, Elina Svitolina, mãe desde Outubro, e Taylor Townsend, que deu à luz Adyn Aubrey, em Março de 2021.

A norte-americana de 26 anos não pôde viajar para a Austrália com o filho, por razões financeiras. “Eu precisei de recomeçar a jogar ténis para voltar a ganhar dinheiro. Saí de casa muito triste, até chorei”, afirmou Townsend que, com esta extra motivação, ganhou, em Melbourne e pela primeira vez, um encontro num major.

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